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A probabilidade de Vinicius Júnior assinar com o Arsenal é praticamente nula. Ele receberá seu contrato recorde no Real Madrid, e o efeito cascata desse acordo pode muito bem desestabilizar o equilíbrio do elenco madrilenho por anos. A questão mais urgente é quem o Arsenal realmente buscará para a ala esquerda caso essa porta se feche.
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Nico Williams tem recebido surpreendentemente pouca atenção no debate público. Ele é alvo do Arsenal há muito tempo e, com o Barcelona tendo destinado seu orçamento a Anthony Gordon, Williams continua sendo uma opção viável. Sua cláusula de rescisão está fixada em € 100 milhões, um valor relativamente padrão, o que o torna uma opção viável de primeira linha. Se essa contratação não se concretizar, manter Gabriel Martinelli e incluir Marcus Rashford na rotação da ala esquerda é um plano B viável. Rashford traz qualidades que faltam atualmente ao Arsenal: uma ameaça genuína no contra-ataque e habilidade em cobranças diretas de falta. Christos Tzolis ao lado de Martinelli e Rashford daria profundidade útil ao elenco.
Há também a opção inusitada de reconsiderar Mykhailo Mudryk. Se o Chelsea o vender por um preço baixo após sua suspensão por doping, o potencial de uma história de redenção poderia justificar a aposta.
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Será que Guimarães vai receber muitos cartões vermelhos no Arsenal?
Bruno Guimarães é uma contratação de verdadeira qualidade, mas há uma preocupação legítima em relação ao seu histórico disciplinar. Observando-o especificamente contra o Arsenal, ele tem recebido permissão para cometer faltas que seriam alvo de um escrutínio mais rigoroso em outros clubes — incluindo pelo menos uma pancada com o antebraço na nuca de um adversário. É improvável que essas mesmas faltas sejam tratadas com tanta tolerância quando ele estiver vestindo a camisa do Arsenal, e o risco de receber cartões vermelhos é real.
Se ele mantiver a disciplina, o meio-campo do Arsenal se tornará formidável: Declan Rice, Martin Zubimendi, Myles Lewis-Skelly e Guimarães, com Mikel Merino oferecendo cobertura versátil. Esse é um meio-campo genuinamente profundo e equilibrado. A situação de Vinícius parece, de qualquer forma, uma manobra de pressão, e a maioria dos torcedores do Arsenal espera que a negociação fracasse ou que o Manchester City entre na disputa. Quem quer que ocupe a vaga na ala esquerda enfrentará comparações inevitáveis com um jogador que, na verdade, nunca chegou.
O Liverpool não está mais fraco — argumentos contra a narrativa de retrocesso
O argumento de que o Liverpool enfrentará um retrocesso líquido nesta temporada por causa da perda de Mohamed Salah, Ibrahima Konaté e Andy Robertson não se sustenta. Salah, apesar de seu status de lenda no clube, foi um peso na última temporada. Ele ofereceu pouquíssima ameaça ofensiva e falhou consistentemente em recuar para ajudar na defesa, deixando a lateral direita do Liverpool exposta. Houve momentos em que seria preferível jogar com dez homens, já que outros jogadores poderiam ter sido forçados a cobrir o espaço que ele deixava vazio.
Jacquet é um substituto sólido para Konaté, Leoni vai voltar de lesão e Kostas Tsimikas — que foi o lateral-esquerdo reserva na temporada em que o time conquistou o título — é uma opção adequada na lateral esquerda. Um Alexander Isak em plena forma e recuperando seu desempenho representa uma clara melhoria em relação ao que o Liverpool tinha no ano passado. Ainda falta um mês para o fim da janela de transferências, e é provável que haja mais contratações. Chamar isso de retrocesso é um exagero.
Kobbie Mainoo mereceu seu descanso na pré-temporada
O debate sobre se Kobbie Mainoo merece um descanso completo de três semanas, apesar de não ter participado de torneios de verão, é simples quando analisado adequadamente. Ele viajou bastante com o elenco em condições longe de serem ideais para a preparação, e a carga mental de um verão internacional de grande visibilidade é real, independentemente dos minutos jogados.
Vale a pena citar aqui o precedente de Bergkamp. Proteger um jogador da fadiga acumulada durante uma temporada com mais de 55 partidas é uma gestão racional do elenco, não um luxo. Para o Manchester United, um Mainoo em forma desde a primeira rodada é mais valioso do que qualquer melhora física de curto prazo resultante de encurtar seu descanso. Não é possível planejar a equipe em torno de Mason Mount, dado seu histórico de lesões no meio-campo central. Os passes rápidos e precisos de Mainoo e sua capacidade de impulsionar o jogo para frente são qualidades que o United e a maioria dos outros times simplesmente não possuem em seu elenco. Seu histórico fora de campo — segundo todos os relatos, disciplinado, profissional e maduro — não dá motivos para suspeitar que essa pausa seja outra coisa senão uma preparação estruturada acordada com o clube.
Previsões da Premier League: a bola de cristal de um torcedor
A temporada de previsões pré-temporada sempre produz opiniões perspicazes que valem a pena registrar. Entre as previsões mais bem fundamentadas que circulam: Arsenal e Chelsea disputando o título; Phil Foden chegando a dois dígitos em gols no campeonato; Haaland marcando gols em quantidades industriais enquanto parece totalmente desinteressado; o Spurs produzindo uma nova safra do estilo “Spursy” com seu próprio sabor particular este ano; e Leeds, Sunderland e Newcastle devendo uma dívida de gratidão a Ipswich, Hull e Coventry por absorverem o pior da pressão da zona de rebaixamento. Youri Tielemans ao lado de Bruno Fernandes é uma combinação intrigante no papel. Se isso se traduzirá em campo é a questão que os torcedores do United acompanharão de perto a partir de agosto.
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