Em um confronto de tirar o fôlego no Stadio Friuli da Udinese, o Paris Saint-Germain venceu o Tottenham Hotspur em uma dramática disputa de pênaltis por 4 a 3 e conquistou sua primeira Supercopa da UEFA, superando uma desvantagem de 2 a 0 no tempo regulamentar. A partida, uma demonstração de brilhantismo tático e drama tardio, viu a resiliência do PSG brilhar, proporcionando uma estreia memorável para o novo goleiro Lucas Chevalier e uma vitória decisiva para a equipe de Luis Enrique
Uma batalha tática sob o céu italiano
Sob o clima ameno de 27°C na noite de Udine, o Tottenham, liderado pelo novo capitão Cristian Romero, executou um plano de jogo disciplinado sob o comando do técnico Thomas Frank. Utilizando uma formação 5-3-2 na defesa e fazendo a transição para um 4-3-3 no ataque, o Tottenham sufocou o quarteto ofensivo do PSG, formado por Ousmane Dembele, Khvicha Kvaratskhelia, Desire Doue e Bradley Barcola. Apesar de não contar com James Maddison (lesão no ligamento cruzado anterior) e Yves Bissouma (por motivos disciplinares), João Palhinha, recém-contratado pelo Tottenham, ancorou o meio-campo, enquanto Mohammed Kudus foi uma ameaça constante.
O PSG, recém-saído da vitória na Liga dos Campeões, teve dificuldades para encontrar seu ritmo no início. A ausência de Gianluigi Donnarumma, com Lucas Chevalier estreando no gol, acrescentou intriga a um encontro que já era de alto risco
- Leia também: A saída de Donnarumma do PSG acende a batalha de transferências entre Bayern e Manchester City
Primeiro tempo: Os Spurs assumem a liderança
O Tottenham começou bem, com Pedro Porro chutando por cima do travessão aos três minutos. Sua pressão alta, liderada por Kudus e Pape Sarr, atrapalhou o fluxo do PSG, limitando os parisienses a nenhum chute a gol no primeiro tempo – um forte contraste com sua campanha europeia dominante. Aos 38 minutos, o Spurs capitalizou em uma jogada de bola parada. A pressão de Kudus rendeu uma cobrança de falta, e a bola longa de Guglielmo Vicario foi desviada por Romero. O chute de Palhinha acertou o travessão, mas Micky van de Ven bateu no rebote para dar ao Spurs uma vantagem de 1 a 0.
Momentos depois, Kudus quase dobrou a vantagem, acertando a trave com uma cabeçada de mergulho após o chute de Richarlison. O apito do intervalo soou com o Tottenham no controle, deixando o técnico do PSG, Luis Enrique, em busca de respostas
Segundo tempo: Drama se desenrola
Os Spurs voltaram a atacar no início do segundo tempo. Aos 48 minutos, Romero subiu sem marcação para cabecear a cobrança de falta precisa de Porro, expondo as fragilidades defensivas do PSG. A fraca tentativa de defesa de Chevalier chamou a atenção, e os torcedores do Tottenham, em maior número que os do PSG no Stadio Friuli, com capacidade para 25.000 pessoas, entraram em erupção.
O PSG respondeu com substituições, introduzindo Fabian Ruiz, Goncalo Ramos e Lee Kang-in. As mudanças deram vida ao time, com Doue forçando uma defesa de Vicario e Ruiz sendo impedido por um gol de impedimento. O bloqueio heroico de Van de Ven sobre Ruiz manteve a vantagem do Spurs intacta, mas a pressão do PSG aumentou. Aos 84 minutos, o cruzamento perigoso do substituto Mbaye Niang não foi convertido, mas a maré mudou aos 85 minutos. Lee Kang-in, que recebeu um passe de Vitinha, fez um belo chute de longa distância no canto inferior, reacendendo as esperanças do PSG.
Enquanto o relógio se encaminhava para os acréscimos, a persistência do PSG valeu a pena. Aos 95 minutos, o passe certeiro de Ousmane Dembele encontrou Gonçalo Ramos, que chutou com frieza para empatar o placar em 2 a 2, levando a partida para a disputa de pênaltis de acordo com a regra da UEFA de não haver prorrogação
Disputa de pênaltis: A redenção do PSG
Com o Stadio Friuli fervilhando, a disputa de pênaltis se tornou um teste de nervos. O goleiro estreante do PSG, Lucas Chevalier, substituindo Donnarumma, que estava de saída, foi o herói. O Tottenham saiu na frente logo no início do jogo, depois de Vitinha errar o gol, mas os Spurs vacilaram sob pressão. Mathys Tel, contratado pelo Tottenham por 35 milhões de euros do Bayern, ironicamente não conseguiu converter o pênalti decisivo para o time de seu país
Principais momentos e jogadores de destaque
- 38º minuto: O gol de Van de Ven deu ao Spurs uma merecida vantagem após uma bem trabalhada bola parada.
- 48º minuto: A cabeçada de Romero dobrou a vantagem do Tottenham, mostrando sua habilidade aérea.
- 85 minutos: O gol sensacional de Lee Kang-in provocou a virada do PSG.
- 95º minuto: O gol de empate de Ramos, com assistência de Dembele, forçou a disputa de pênaltis.
- Disputa de pênaltis: O gol heroico de Chevalier e o pênalti perdido por Tel selaram o triunfo histórico do PSG.
O que vem a seguir para o PSG e o Tottenham?
Para o PSG, essa vitória representa um marco histórico, somando a Supercopa ao título da Liga dos Campeões. Apesar de um início lento e da ausência de Donnarumma, a equipe de Luis Enrique mostrou resiliência, com Ramos e Lee provando sua profundidade. O PSG agora tentará manter seu domínio na Europa.
O Tottenham, apesar de desolado, pode manter a cabeça erguida. A perspicácia tática de Thomas Frank e a liderança de Romero indicam um futuro brilhante. Os torcedores do Spurs, que criaram um caldeirão de barulho em Udine, apoiarão sua equipe na busca por mais títulos
Uma noite de drama em Udine
O Stadio Friuli, embora menor do que os locais típicos da Supercopa, proporcionou uma atmosfera elétrica. A virada do PSG, coroada por uma emocionante disputa de pênaltis, será lembrada como um momento decisivo em sua jornada europeia. Para o Tottenham, é um golpe amargo, mas seu desempenho destaca sua crescente estatura. Quando a poeira baixar, o PSG celebrará um triunfo histórico, enquanto o Spurs olhará para o futuro com ambição renovada.