Por que a chegada de Zubimendi mudou tudo
O meio-campo do Arsenal está diferente nesta temporada – e Martin Zubimendi é o motivo. O jogador emprestado pela Real Sociedad não apenas preencheu uma lacuna; ele redefiniu a forma como a equipe de Mikel Artetacontrola os jogos. Sua influência nem sempre é chamativa, mas é inegável quando se observa a estrutura da equipe agora em comparação com o ano passado.
A função de Zubimendi é simples na teoria, mas brutalmente eficaz na prática. Sentar-se no fundo, proteger a defesa e distribuir com propósito. Mas e a execução? É aí que a mágica acontece.
A mudança tática
Antes da chegada de Zubimendi, o Arsenal frequentemente tinha dificuldades contra equipes de alta pressão. Seu trio de meio-campistas – geralmente Declan Rice, Thomas Partey ou Kai Havertz –ficava fora de posição, deixando espaços para os adversários explorarem. E agora? Zubimendi se posiciona entre os zagueiros centrais, permitindo que Rice suba mais e que Bukayo Saka ou Martin Ødegaard entrem em espaços perigosos no meio-campo.
Seu alcance de passes é subestimado. Não no sentido de que ele esteja fazendo diagonais de 50 jardas – embora isso seja possível -, mas em sua capacidade de jogar bolas rápidas e incisivas sob pressão. Um passe curto para Gabriel Jesus nos pés. Uma bola cortada por cima para Leandro Trossard. Esses não são momentos de destaque, mas são do tipo que mantêm os ataques fluindo.
Umir Irfan, correspondente de táticas da BBC, explicou isso recentemente:
“A inteligência de Zubimendi é o que o diferencia. Ele não apenas recicla a posse de bola, mas a direciona. Quando o Arsenal está jogando na defesa, é ele quem decide se deve passar a bola para os laterais ou mudar o jogo para o lado oposto. Essa tomada de decisão é o motivo pelo qual eles são tão difíceis de serem derrubados agora.”
Solidez defensiva
Os números não mentem. Desde a estreia de Zubimendi, o Arsenal tem sofrido menos chances em contra-ataques. Seu posicionamento corta os espaços para passes, e seus desarmes – limpos, cronometrados, raramente imprudentes – deram à defesa uma rede de segurança que não existia na temporada passada.
Contra o Liverpool em fevereiro, ele venceu 8 de seus 10 duelos, incluindo uma interceptação crucial aos 87 minutos do segundo tempo que impediu uma clara oportunidade de gol. É o tipo de jogada que não aparece nas colunas de assistências ou gols, mas que ganha títulos.
Os intangíveis
Há também o fator liderança. Zubimendi não é a voz mais alta do vestiário, mas sua serenidade com a bola acalma toda a equipe. Quando o Arsenal está sob pressão, é ele quem diminui o ritmo do jogo, respira fundo e encontra a opção certa.
Arteta percebeu. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Manchester City, ele destacou o desempenho de Zubimendi:
“Ele nos dá algo que não tínhamos antes. Não apenas qualidade, mas equilíbrio. Quando você tem um jogador como ele, a equipe se sente mais segura.”
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O que vem a seguir?
2025/26Inglaterra
Manchester UnitedA corrida pelo título está longe de terminar. O Manchester City e o Liverpool não vão se apagar silenciosamente, e o Arsenal ainda tem jogos difíceis pela frente. Mas o impacto de Zubimendi não é um acaso. Ele é a peça que faltava para transformar um time promissor em um verdadeiro candidato.
Se o Arsenal levantar o troféu em maio, não se surpreenda se o nome de Zubimendi for o primeiro a ser mencionado nas comemorações.