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Não, obrigado

Os analistas do Manchester City reconheceram o gol de Haaland antes que o Manchester United pudesse reagir

14/09/2026, 05:11
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A equipe de analistas do Manchester City comemorou com high fives dentro do Old Trafford bem antes de os árbitros confirmarem o gol de Erling Haaland contra o Manchester United. Um membro da equipe já havia previsto que o gol seria validado, e esse instinto se mostrou correto após uma longa revisão do VAR que deixou quase todos os demais no estádio perplexos. A derrota por 1 a 0 no clássico deixou o United refletindo sobre duas decisões do VAR que moldaram toda a partida.

11:30Finalizados13/09/2026
1Manchester CityInglaterra

As repetições inicialmente sugeriram que o gol seria anulado por impedimento. A análise acabou confirmando que o pé de Patrick Dorgu havia mantido Haaland em posição válida, com os árbitros verificando se a bola também havia tocado em Enzo Fernández ao passar. Não havia tocado. Esse único ponto de contato mudou completamente o resultado do clássico e forçou o Manchester City a jogar os minutos restantes com dez jogadores, após a expulsão de Phil Foden.

A expulsão deveria ter inclinado a balança a favor do United. Bruno Fernandes provocou Foden, levando-o a reagir, o que resultou em uma falta por conduta violenta confirmada pelo VAR após a revisão. Foi uma demonstração de experiência e cálculo por parte de Fernandes, o tipo de astúcia que diferencia os profissionais experientes dos demais. Mantê-lo no Manchester United neste verão parece ser uma das decisões mais inteligentes do clube.

O retorno de Marcus Rashford talvez venha logo em seguida. Ele parecia o jogador mais perigoso em campo por longos períodos, provocando gritos da torcida da casa toda vez que recebia a bola. Sua arrancada pela direita no primeiro tempo fez os torcedores se levantarem, e o barulho ficou ainda mais alto quando Antoine Semenyo o derrubou cometendo uma falta. Minutos depois, Rashford acertou a trave em uma cobrança de falta, fazendo com que Gianluigi Donnarumma se jogasse para o lado, aliviado, ao ver a bola passar raspando.

Há uma ironia na forma como aquela tarde se desenrolou. O United estava disposto a vender Rashford ao Barcelona após sua passagem por empréstimo pelo Camp Nou, e a decisão do clube espanhol de não exercer a opção de compra de 26 milhões de libras frustrou os executivos ansiosos por reduzir a folha salarial. A relutância do Barcelona em se comprometer acabou favorecendo o United, pelo menos no que diz respeito ao resultado do clássico.

O United não conseguiu converter sua vantagem

Fernandes e Rashford pareciam capazes de levar o United à vitória após a saída de Foden, mas o gol de Haaland mudou completamente o rumo da partida. Em vez de aproveitar a vantagem numérica, os jogadores do United se deixaram levar por confrontos com os dez jogadores restantes do City.

Enzo Fernández provocou Harry Maguire, levando-o a um duelo individual, enquanto Kobbie Mainoo, que havia ditado o ritmo do meio-campo durante grande parte do jogo, acabou cometendo faltas em situações que normalmente evitaria. Os jogadores do City recorreram às mesmas táticas sujas que Fernández havia usado anteriormente, e isso funcionou.

Os números contam a verdadeira história

Os analistas do City não paravam de elogiar a compostura de seus jogadores nos últimos dez minutos, mesmo com o técnico Enzo Maresca agachado nervosamente ao lado da linha lateral enquanto o United avançava em direção à arquibancada Stretford End.

Seu nervosismo era desnecessário. Antes de Bryan Mbeumo perder uma chance de ouro nos acréscimos, o United havia conseguido apenas dois chutes a gol em quinze tentativas, com um xG de 0,54. Esse é um rendimento modesto para um time que passou 70 minutos com um jogador a mais em campo.

A equipe de analistas do City trocou mais uma vez high fives ao apito final. O time de Michael Carrick passará a segunda-feira analisando as imagens das chances perdidas e dos deslizes disciplinares, se perguntando como uma vantagem numérica não se traduziu em nada.

Leia também: Avaliações dos jogadores do Manchester United x Manchester City (0 a 1): Haaland leva o City à vitória no clássico

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