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A Federação Inglesa de Futebol (FA) quebrou o silêncio depois que uma comissão independente determinou que o Manchester City violou os regulamentos financeiros da Premier League. A resposta da entidade reguladora indica que a gravidade da infração prejudicou a credibilidade do esporte, levantando novas questões sobre a integridade do futebol inglês. O momento é delicado para um clube que ainda enfrenta uma agenda lotada de jogos, incluindo confrontos contra o Manchester United e o Fulham.
Grandes violações financeiras reveladas
Uma comissão independente concluiu que o Manchester City utilizou mais de 830 milhões de libras em financiamento dissimulado para inflar artificialmente as receitas do clube. O esquema foi elaborado para contornar os regulamentos estabelecidos tanto pela Premier League quanto pela UEFA.
A decisão de 40 páginas, publicada na terça-feira, detalhou como o clube organizou uma série de negócios fictícios para contornar as regras. Os executivos do City alegaram que a assistência financeira veio da Corte do Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi (CPC) para ajudar os patrocinadores a cumprir suas obrigações, e não diretamente do Abu Dhabi United Group (ADUG), do proprietário xeque Mansour.
A comissão rejeitou essa defesa de forma categórica. Ela descartou totalmente a versão do clube, classificando a explicação da CPC como definitivamente falsa e expondo a magnitude da ocultação financeira. Ao explicar a rejeição, o painel declarou:
“Concluímos que se tratava de uma ‘explicação’ que o clube havia inventado muito tempo depois do ocorrido, na tentativa de obscurecer e ocultar a realidade do esquema de financiamento dissimulado.”
A FA promete possíveis medidas
Em resposta à decisão, a Federação Inglesa de Futebol (FA) divulgou uma declaração firme abordando a gravidade da situação. O órgão regulador deixou claro que está acompanhando de perto as repercussões e não descartou a possibilidade de tomar suas próprias medidas disciplinares.
“A decisão da Comissão Independente tem implicações significativas para a integridade do esporte. Estamos analisando cuidadosamente a decisão e suas implicações e tomaremos medidas quando for apropriado.”
Reconhecendo a batalha judicial em andamento, a organização acrescentou:
“Como o processo entre a Premier League e o Manchester City Football Club ainda está em andamento, não pretendemos fazer mais comentários neste momento. No entanto, continuaremos acompanhando de perto os desdobramentos.”
Patrocinadores e proprietários interligados
As repercussões do veredicto de culpabilidade já estão se estendendo para além da sala de reuniões do Etihad Stadium. Os principais parceiros comerciais do clube estão no centro da controvérsia, com suas transações financeiras sendo minuciosamente analisadas durante a investigação.
A Etihad Airways, principal patrocinadora do City, agora avalia a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra a Premier League. A companhia aérea é de propriedade de um fundo de investimentos de Abu Dhabi presidido pelo irmão do xeque Mansour, um detalhe que ressalta o quanto essas relações estão interligadas e por que a comissão independente as examinou tão minuciosamente.
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Prazo para recurso se aproxima
O Manchester City agora enfrenta uma corrida contra o tempo para preparar uma resposta jurídica. O clube confirmou sua intenção de contestar as acusações, sendo que sexta-feira, 2 de outubro, marca o prazo final para a apresentação formal do recurso.
A batalha jurídica que se aproxima girará em torno da origem dos recursos do patrocinador e da defesa rejeitada pelo CPC. Até que o processo de recurso seja concluído, a ameaça de medidas por parte da FA continuará pairando sobre os campeões ingleses.
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