A Espanha conquistou seu segundo título da Copa do Mundo com uma vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, garantida por um gol de Ferran Torres aos 106 minutos. A vitória ampliou a sequência invicta da Espanha em partidas internacionais para 38 jogos, um recorde histórico europeu.
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A Espanha entrou em campo com determinação desde o apito inicial. Lamine Yamal, o jovem prodígio, foi o destaque inicial, criando espaço pela direita antes que seu chute desviado fosse defendido pelas pernas de Emiliano Martínez. Os primeiros minutos pertenceram à Espanha em termos de intensidade, embora as chances claras tenham sido escassas na primeira meia-hora.
A principal polêmica da partida nesse período surgiu de uma entrada de Alexis Mac Allister em Dani Olmo que não resultou em cartão, o que irritou a delegação espanhola. Martinez continuou sendo o goleiro mais ocupado, se jogando para a esquerda cinco minutos antes do intervalo para defender com relativa facilidade o chute de longa distância de Mikel Oyarzabal. Um chute de Marc Cucurella, que passou por pouco ao lado do gol no final do primeiro tempo, resumiu o clima de uma primeira etapa cautelosa, que registrou o menor número de chutes a gol em uma final de Copa do Mundo: apenas três.
Um espetáculo inédito no intervalo de uma final de Copa do Mundo prolongou a pausa, antes que ambas as equipes voltassem para retomar uma final que ainda carecia de um momento decisivo.
O segundo tempo elevou consideravelmente o ritmo. Martínez quase deu a vantagem à Espanha aos 64 minutos, quando deixou escapar o chute de longa distância de Olmo, mas conseguiu desviar a bola para fora, rente à trave. Momentos depois, ele foi acionado novamente, defendendo a cabeçada à queima-roupa de Ferran Torres para manter a Argentina no empate. Pau Cubarsi então o testou com um chute forte de longe que Martinez conseguiu desviar.
A virada decisiva da partida aconteceu nos acréscimos do segundo tempo. Enzo Fernández, que já havia recebido um cartão amarelo por reclamação, cometeu uma falta tardia em Cubarsi, o que lhe rendeu o segundo cartão amarelo. Ele se tornou apenas o sexto jogador expulso em uma final de Copa do Mundo, deixando a Argentina para disputar a prorrogação com dez jogadores.
A Argentina já havia feito história pelos motivos errados, tornando-se a primeira seleção em uma final de Copa do Mundo a não registrar nenhum chute ao gol nos 90 minutos. Uma defesa de Martinez no final impediu que Yamal marcasse o que teria sido o gol da vitória, praticamente na última jogada do tempo regulamentar.
A prorrogação trouxe um gol anulado da Espanha logo no início. Nico Williams foi o mais rápido a reagir e chutou para o gol vazio aos cinco minutos, mas o árbitro Slavko Vincic anulou a jogada após identificar uma falta de Mikel Merino em Nicolás Otamendi na jogada que antecedeu o gol.
A resistência argentina finalmente foi quebrada aos 106 minutos. Torres antecipou o desvio de Williams dentro da área e mandou a bola no ângulo superior da rede, decidindo a partida. Foi a sexta vitória da Espanha em sete finais de grandes torneios.
Para a Argentina e Lionel Messi, a derrota acabou com as esperanças de se tornar a primeira seleção em 64 anos a defender o título da Copa do Mundo, após o triunfo de 2022.
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