O anfitrião Marrocos ficou surpreso na noite de domingo, quando o Senegal conquistou o título da Copa Africana de Nações de 2025 com uma vitória dramática por 1 a 0 após a prorrogação no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat. Um gol poderoso de Pape Gueye no início da prorrogação foi decisivo, selando o segundo título da AFCON para os Leões de Teranga.
A final foi marcada por uma sequência caótica de momentos no final do tempo normal. O Marrocos recebeu um pênalti depois de uma revisão do VAR, mas Brahim Díaz viu seu audacioso chute com cavaco ser confortavelmente agarrado por Édouard Mendy. O Senegal puniu essa falha quase que imediatamente, capitalizando na prorrogação para dar um golpe esmagador nos anfitriões.
O resultado põe fim à notável série invicta de 24 jogos do Marrocos e marca sua primeira derrota em casa desde novembro de 2009. Para o Senegal, o resultado confirma o seu crescente domínio no cenário continental, já que os dois triunfos na AFCON ocorreram nas últimas três edições.
Um início tenso e tático
Como se espera de uma final, as primeiras trocas de bola foram cautelosas e intensas. As duas equipes ocuparam o centro do gramado, forçando ataques e limitando as chances claras de gol. O Senegal parecia um pouco mais ameaçador no início do jogo e quase abriu o placar aos cinco minutos, quando um escanteio encontrou Pape Gueye sem marcação na entrada da área, mas Yassine Bounou reagiu com firmeza e o impediu.
A melhor oportunidade do primeiro tempo também foi para o Senegal. Iliman Ndiaye foi lançado pelo flanco direito e parecia certo de marcar, mas Bounou fez uma brilhante defesa em um chute que garantiu que as equipes fossem para o intervalo empatadas.
Marrocos cresce, mas o drama continua
Depois do intervalo, o Marrocos voltou com mais urgência, subindo mais no campo e colocando mais jogadores no ataque. A abertura mais clara aconteceu aos 58 minutos, quando Bilal El Khannouss fez um cruzamento convidativo da direita, mas Ayoub El Kaabi só conseguiu chutar para fora por pouco.
As chances tardias surgiram em ambos os lados. O substituto do Senegal, Ibrahim Mbaye, forçou outra defesa de Bounou, preparando o terreno para um final explosivo nos acréscimos.
A controvérsia surgiu quando uma revisão do VAR resultou em um pênalti para o Marrocos. Os jogadores senegaleses se retiraram brevemente em protesto antes que o capitão Sadio Mané os levasse de volta ao gramado. Depois de um longo atraso, Díaz se adiantou e tentou um pênalti no estilo panenka, mas Mendy se manteve firme e pegou a bola sem problemas.
Gueye faz o gol decisivo
O Marrocos nunca se recuperou desse golpe psicológico. Aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, o Senegal marcou um gol com uma eficiência devastadora. Idrissa Gana Gueye alimentou Pape Gueye em transição, e o meio-campista do Villarreal segurou o marcador antes de disparar um chute preciso que passou por Bounou, bateu no travessão e entrou na rede.
O estádio ficou em silêncio.
Ainda havia tempo para um drama no final. O Marrocos acertou o travessão em um lance de bola parada, enquanto o substituto do Senegal, Chérif Ndiaye, desperdiçou uma chance de ouro para fazer 2 a 0. No final das contas, a resistência defensiva do Senegal se manteve firme, fechando uma vitória famosa.
Uma noite histórica para o Senegal
Ao apito final, o Senegal comemorou outro momento marcante em sua história futebolística. A estrutura disciplinada, a vantagem física e a compostura sob pressão foram decisivas no maior palco do futebol.
Para o Marrocos, foi um fim doloroso para uma série histórica de invencibilidade em casa. Para o Senegal, foi a confirmação de que os Leões de Teranga continuam sendo uma força dominante no futebol africano – campeões mais uma vez quando mais importava.

