Rooney diz que a mudança na defesa do Arsenal saiu pela culatra
Wayne Rooney criticou o Arsenal por adotar um estilo cauteloso depois de assumir a liderança do placar contra o Manchester United – umadecisão que contribuiu diretamente para o gol de empate do United.
O ex-capitão do Manchester United, agora comentarista, analisou a preparação para o primeiro gol do United no recente confronto. Sua análise destaca uma falha familiar na equipe de Mikel Arteta: a tendência de recuar demais quando está na frente.
O ponto de virada
O Arsenal começou de forma brilhante, pressionando alto e criando as primeiras chances. Quando abriu o placar, o instinto de proteger a vantagem tomou conta da equipe. Declan Rice caiu entre os zagueiros centrais, os laterais se encolheram e a linha do meio-campo ficou mais recuada – convidando à pressão.
A análise de Rooney se concentra no momento em que Bruno Fernandes recebeu a bola no espaço. Com o meio-campo do Arsenal esticado, Fernandes teve tempo de escolher Marcus Rashford, cujo cruzamento rasteiro encontrou Alejandro Garnacho na linha de fundo. O argentino não cometeu nenhum erro, marcando o gol de empate.
“Quando o Arsenal saiu na frente, eles pararam de jogar seu jogo natural. Eles se tornaram muito passivos, muito previsíveis. O United percebeu isso – eles sabiam exatamente onde explorá-los.”
Um problema recorrente?
Essa não é a primeira vez que o Arsenal é acusado de administrar demais uma vantagem. Na última temporada, o time perdeu pontos contra Liverpool, Newcastle e West Ham depois de adotar uma abordagem igualmente conservadora. O padrão sugere um obstáculo psicológico – um obstáculo que pode definir sua disputa pelo título.
Os comandados de Arteta continuam na liderança da Premier League, mas sua incapacidade de matar os jogos ainda pode custar caro. Com o Liverpool e o Manchester City em seu encalço, cada ponto perdido de uma posição vencedora é doloroso.
O veredicto de Rooney? “O Arsenal precisa confiar em seu sistema – mesmo quando está na frente. Se não o fizerem, continuarão a dar às equipes um caminho de volta.”
A questão agora é: será que Arteta conseguirá encontrar o equilíbrio entre controle e ambição antes que a corrida fique ainda mais difícil?
