O palco está montado para uma final do Campeonato Africano das Nações (CHAN) 2024 de tirar o fôlego, com Marrocos enfrentando Madagascar no sábado, no Centro Esportivo Internacional Moi, em Nairóbi. Para os Leões do Atlas, é a chance de conquistar o terceiro título do CHAN. Para os Barea, é a história em construção – sua primeira participação em uma final continental.
O conto de fadas de Madagascar
Os homens de Romuald Rakotondrabe surpreenderam a África com uma campanha resiliente que atingiu o auge em Dar es Salaam. Em uma semifinal cautelosa contra o Sudão, os malgaxes mantiveram a calma até os 116 minutos do segundo tempo, quando o super-reserva Toky Rakotondraibe marcou o gol decisivo após uma bela jogada de Lalaina Rafanomezantsoa. A vitória por 1 a 0 provocou cenas de júbilo e a crença de que o impossível poderia estar ao alcance.
Na defesa, Michel Ramandimbisoa manteve Madagascar vivo com defesas importantes contra Mohamed Tia Asad e Mazin Al Bahli, do Sudão, enquanto Bono Rabearivelo quase selou a vitória no tempo regulamentar. Os Barea podem não ter um bom histórico, mas sua luta e união os transformaram na surpresa do torneio.
A coragem de aço do Marrocos
Do outro lado, o Marrocos mostrou por que é um dos pesos pesados do continente. Enfrentando o atual campeão Senegal em Kampala, os Leões do Atlas se recuperaram rapidamente após sofrerem um gol de cabeça de Joseph Layousse. Um gol de Sabir Bougrine empatou o jogo, estabelecendo um empate tenso que foi para os pênaltis.
Na disputa de pênaltis, o Marrocos foi impecável. Hrimat, Lamlaoui, Khairi, Bach e Mehri converteram com precisão gelada, enquanto o capitão do Senegal, Seyni Ndiaye, cedeu sob pressão, acertando o travessão na primeira cobrança. Essa falha foi decisiva, pois o Marrocos venceu por 5 a 3 nas cobranças de pênaltis e chegou à sua quarta final da CHAN.
Confronto final: Experiência vs. Destino
O confronto de sábado coloca a experiência do Marrocos contra o destino de Madagascar. Os Leões do Atlas possuem dois títulos do CHAN (2018, 2020) e chegam como favoritos. No entanto, o ímpeto e a emoção alimentam os Barea, que pretendem se tornar a primeira nação insular a levantar o troféu.
Os apostadores e torcedores devem observar atentamente a batalha no meio de campo. O controle de posse de bola do Marrocos contra as explosões de contra-ataque de Madagascar pode desequilibrar a balança. Espere um jogo tenso e tático – e talvez outra reviravolta no final.
O que vem a seguir?
Antes da final, Senegal e Sudão se enfrentarão em Kampala na sexta-feira na disputa pelo terceiro lugar – uma chance de redenção e de subir ao pódio depois do desgosto nas semifinais.
Uma coisa é certa: seja o Marrocos conquistando o terceiro título ou Madagascar reescrevendo a história, o CHAN 2024 será lembrado como um torneio marcante para o futebol africano.



