A camisa de bolinhas, conhecida em francês como maillot à pois rouges, simboliza o líder da classificação de montanha no Tour de France. Mas o que você realmente sabe sobre seu legado e os escaladores que a tornaram icônica?
O significado por trás dos pontos
Concedida ao melhor escalador do Tour, a camisa de bolinhas identifica o ciclista que acumula o maior número de pontos em subidas categorizadas. Os pontos variam de acordo com a dificuldade da subida, classificada de Hors catégorie (HC – além da categoria) até a quarta categoria. A classificação de cada subida considera o comprimento e a inclinação, definidos pelos organizadores da corrida antes de cada Tour.
Marcos históricos
A classificação King of the Mountains (KOM) remonta a 1933, introduzida durante o 27º Tour. No entanto, a camisa de bolinhas só apareceu em 1975, com o ciclista holandês Joop Zoetemelk sendo o primeiro a usá-la. É interessante notar que Zoetemelk não foi o vencedor final do KOM naquele ano; em vez disso, o belga Lucien Van Impe recebeu a honra.
Antes de 1933, o prêmio de Meilleurs Grimpeurs (Melhor Escalador) era concedido informalmente pelo jornal L’Auto, um precursor da classificação oficial atual.

As lendas da escalada
Richard Virenque está no topo da história do KOM com sete camisas de bolinhas sem precedentes, conquistadas entre 1994 e 2004. Seu domínio eclipsou até mesmo os lendários escaladores Lucien Van Impe e Federico Bahamontes, cada um com seis vitórias no KOM.
Maiores vencedores de KOM:
- Richard Virenque – 7 títulos
- Lucien Van Impe – 6 títulos
- Federico Bahamontes – 6 títulos
- Julio Jiménez – 3 títulos
Entre os pilotos notáveis que conquistaram a camisa do KOM duas vezes estão Eddy Merckx, Fausto Coppi, Charly Gaul, Rafał Majka e, mais recentemente, Tadej Pogačar (2020, 2021).
Campeões recentes
A camisa KOM teve uma grande variedade de vencedores recentes, incluindo o equatoriano Richard Carapaz, que a conquistou em 2024, marcando uma estreia histórica para seu país.
| Ano | Vencedor |
|---|---|
| 2024 | Richard Carapaz |
| 2023 | Giulio Ciccone |
| 2022 | Jonas Vingegaard* |
| 2021 | Tadej Pogačar* |
| 2020 | Tadej Pogačar* |
| 2019 | Romain Bardet |
| 2018 | Julian Alaphilippe |
| 2017 | Warren Barguil |
| 2016 | Rafał Majka |
| 2015 | Chris Froome* |
| 2014 | Rafał Majka |
| 2013 | Nairo Quintana |
| 2012 | Thomas Voeckler |
| 2011 | Samuel Sanchez |
*Indica os anos em que o vencedor do KOM também garantiu a camisa amarela geral.

A melhor dupla: KOM e Amarela
Ganhar tanto a camisa polonesa quanto a amarela no mesmo ano é uma conquista rara e prestigiosa, realizada apenas onze vezes por oito ciclistas. Jonas Vingegaard (2022), Tadej Pogačar (2020, 2021) e Chris Froome (2015) são exemplos recentes. Notavelmente, Nairo Quintana perdeu por pouco a dobradinha em 2013, terminando em segundo lugar no geral.
Legado das bolinhas
A camisa de bolinhas resume o drama, a resistência e a emoção da escalada no Tour de France. Apesar de muitas vezes ser ofuscada pelos competidores da classificação geral, ela continua sendo um prêmio cobiçado que simboliza o domínio da escalada.
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