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Candidatos à Final da Diamond League 2026: quem vai vencer em Bruxelas

01/09/2026, 14:15
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A Wanda Diamond League 2026 chega ao fim nos dias 4 e 5 de setembro no Estádio Rei Balduíno, e a temporada não poderia ter se desenrolado de maneira melhor. Alison dos Santos e Masai Russell quebraram recordes mundiais na última etapa de qualificação em Zurique. Mondo Duplantis saltou 6,25 m na mesma noite. Audrey Werro correu em 1:53,70. Cerca de 200 atletas disputam 32 finais ao longo de duas noites, e na maioria delas o desempenho dos competidores é verdadeiramente acirrado. Estes são os candidatos à Final da Diamond League 2026 que realmente importam.

O que está em jogo — e como funciona a final

Os pontos da temporada levam o atleta a Bruxelas, e nada mais. A classificação é zerada, e o troféu vai para quem vencer naquela noite. Os seis primeiros nas provas de campo se classificam, oito nas provas de velocidade e com barreiras, dez nas provas de longa distância, além de quatro vagas extras globais e vagas extras nacionais. Participantes belgas, como Nafi Thiam e Paulien Couckuyt, competem, mas não podem conquistar o título.

Os vencedores recebem até US$ 60.000 de um prêmio total de US$ 2,24 milhões — e uma vaga automática no primeiro Campeonato Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, que começa seis dias depois, em 11 de setembro. Alguns competidores darão tudo de si em busca do troféu. Outros encararão Bruxelas como um teste preparatório. Saber quem está fazendo o quê é metade do jogo.

Um panorama dos favoritos da Final da Diamond League 2026

Prova Favorito Principal adversário Desempenho atual
400 m com barreiras masculino Alison dos Santos Karsten Warholm 45,80 – recorde mundial, Zurique
100 m com barreiras feminino Masai Russell Tobi Amusan 12,09 – recorde mundial, Zurique
Salto com vara masculino Mondo Duplantis Emmanouil Karalis Recorde do torneio: 6,25 m, Zurique
800 m masculino Emmanuel Wanyonyi Djamel Sedjati 1:41,76 – melhor tempo mundial, Zurique
800 m feminino Audrey Werro Femke Broeders-Bol 1:53,70 – recorde da DL, Zurique
400 m masculino Collen Kebinatshipi Rai Benjamin 43,59 – recorde do torneio, Silésia
400 m feminino Marileidy Paulino Nickisha Pryce Seis corridas abaixo de 49 em uma temporada
Lançamento do disco masculino Mykolas Alekna Kristjan Čeh 72,58 m – recorde do DL, Silésia

Dos Santos x Warholm: a revanche nos 400 m com barreiras

Nenhum competidor chega em melhor forma. Dos Santos não perdeu nenhuma prova nesta temporada e já derrotou Karsten Warholm quatro vezes, sendo que em três dessas ocasiões o norueguês ainda detinha o recorde mundial.

Na Silésia, ele correu em 46,43, o sexto melhor tempo da história, superando os 46,52 de Warholm. Quatro dias depois, em Zurique, na raia seis com Warholm do lado de fora, ele recuperou a desvantagem na metade da prova e parou o cronômetro em 45,80 — tirando 0,14 do recorde de Warholm, que já tinha cinco anos, e 0,49 de seu próprio recorde pessoal. Apenas dos Santos, Warholm e Rai Benjamin já correram mais rápido que 46,52. Se Warholm ainda tiver uma resposta na manga, é aqui que ela vai acontecer.

Masai Russell x Tobi Amusan nos 100 m com barreiras

O tempo de 12,09 de Russell foi registrado com vento de 0,0 m/s — sem qualquer ajuda, e é por isso que ele redefiniu as expectativas para a prova. Amusan, que detinha o recorde antes de Zurique e o título da Liga de Diamante de 2021 a 2023, ficou em segundo lugar com 12,23, seu melhor tempo da temporada.

O ano de Russell: um recorde da Diamond League em Xiamen, um recorde da competição em Eugene, uma vitória em Lausanne e, depois, o recorde mundial. Amusan tem o histórico de campeã e um título que já foi seu. Nadine Visser está um degrau abaixo, mas essa disputa é entre essas duas atletas.

Alguém conseguirá impedir Duplantis de conquistar o sexto título consecutivo?

Duplantis busca o sexto Troféu Diamante consecutivo, com vitórias em Xangai/Keqiao, Paris (6,13 m), Mônaco, Lausanne (6,21 m) e Zurique (6,25 m). Ele detém 15 recordes mundiais. A única falha em todo o ano: Kurtis Marschall o derrotou em Estocolmo em junho, encerrando uma sequência de quase três anos. Ninguém conseguiu isso desde então.

A verdadeira ameaça é Emmanouil Karalis, que saltou 6,20 m — um recorde grego — em Zurique e mesmo assim perdeu. Ele já alcançou duas vezes nesta temporada a maior altura já saltada por um saltador derrotado: 6,16 m em Lausanne e, seis dias depois, 6,20 m. Ele está se aproximando. Se ele vai alcançá-lo até sexta-feira, isso já é outra questão.

Os dois títulos dos 800 m

Wanyonyi busca seu quarto troféu consecutivo, após estabelecer um recorde mundial nos 1.000 m em Mônaco e registrar o melhor tempo do mundo, 1:41,76, em Zurique. Ele ainda foi derrotado três vezes — por Cooper Lutkenhaus em Oslo, Brandon Miller em Londres e Marco Arop em Paris — e Djamel Sedjati terminou 0,07 atrás dele em Zurique. É a prova mais acirrada do programa.

Werro defende seu título após ter estabelecido um recorde da Diamond League com 1:53,80 em Paris e 1:53,70 em Zurique, o tempo mais rápido do mundo neste ano. Femke Broeders-Bol estabeleceu um recorde holandês de 1:54,71 atrás dela; Keely Hodgkinson venceu em Londres; Georgia Hunter Bell registrou 1:55,03. O quinto lugar aqui teria sido suficiente para vencer a maioria das provas de 800 m da Diamond League há cinco anos.

As provas de velocidade: Alfred, Jefferson-Wooden e os 100 m masculino aberto

Julien Alfred e Melissa Jefferson-Wooden dividiram as vitórias nesta temporada. Jefferson-Wooden venceu em Silesia com 10,78; em Zurique, ambas registraram 10,70, com Alfred levando a melhor por cinco milésimos e estabelecendo um recorde nacional. Nos 200 m, Alfred tem se mostrado praticamente imbatível, com um recorde da competição de 21,66 em Londres.

Os 100 m masculino são a final mais aberta do fim de semana. Todos os nove finalistas quebraram a barreira dos 10 segundos na Silésia, onde Oblique Seville venceu com 9,83, à frente de Kenny Bednarek. Em Paris, Trayvon Bromell venceu Noah Lyles por um centésimo. Lyles busca o sétimo título na Diamond League — um recorde —, mas não tem parecido ser a escolha óbvia. Nos 200 m, o tempo de 19,62 de Bednarek, líder mundial, coloca-o à frente de Letsile Tebogo no cronômetro.

Os 400 m: Kebinatshipi e Paulino

Kebinatshipi tem sido o atleta mais consistente do circuito — cinco vitórias, um recorde da competição de 43,59 na Silésia e o recorde da Diamond League batido duas vezes, chegando a 43,54. Rai Benjamin correu 43,83 atrás dele, alcançando seu primeiro tempo abaixo de 44, e afirmou que pretende disputar as provas de 400 m e 400 m com barreiras em Budapeste.

Paulino igualou esse desempenho na prova feminina: cinco vitórias e um recorde de seis resultados abaixo de 49 em uma única temporada, além do recorde da Diamond League com 48,48.

Média e longa distância: ninguém consegue prever o resultado dos 1.500 m

Ethan Strand conquistou a vitória na Silésia com o tempo de 3:30,77; seis dias depois, em Zurique, ficou em décimo lugar, enquanto Cole Hocker venceu. Phanuel Koech ficou em segundo lugar nas duas ocasiões. Acrescente-se Cameron Myers, que correu 3:28,00 em Paris – o melhor tempo do mundo –, e Josh Kerr, que elevou o recorde mundial da milha para 3:42,66 em Londres. Jakob Ingebrigtsen, de volta para sua primeira prova de 1.500 m na Diamond League desde setembro de 2024, ficou em quarto e depois em quinto lugar.

A corrida de obstáculos feminina está igualmente acirrada: Faith Cherotich venceu em Zurique por 0,12 de Doris Lemngole, depois de ter perdido para Winfred Yavi em Lausanne. Na prova masculina, Gemechu Godana, de 20 anos, infligiu a Soufiane El Bakkali sua primeira derrota do ano com um recorde da competição de 8:02,74. Parker Wolfe venceu os 3.000 m de Zurique com o tempo de 7:27,43, e Faith Kipyegon continua sendo o nome que muda qualquer prova em que participa.

Provas de campo: Alekna, Tentoglou e os seis do arremesso de peso

Mykolas Alekna é praticamente uma aposta certa. Seus 72,58 m na Silésia quebraram seu próprio recorde da Diamond League, com todos os quatro arremessos válidos ultrapassando os 71 metros e Kristjan Čeh ficando quase quatro metros atrás.

Nas demais provas, a disputa está mais acirrada. Miltiadis Tentoglou venceu o salto em distância em Zurique com 8,45 m, apenas 12 cm à frente do terceiro colocado. Jordan Geist lançou 22,53 m, seu recorde pessoal, e venceu o arremesso de peso. Nicola Olyslagers saltou 2,02 m, enquanto a detentora do recorde mundial, Yaroslava Mahuchikh, terminou empatada em quarto lugar, e Hana Moll venceu o salto com vara com um recorde pessoal de 4,90 m. O arremesso de peso feminino foi a primeira prova a ficar com o quadro completo — Chase Jackson venceu Jessica Schilder na Silésia, e nenhuma outra mulher arremessou mais longe do que elas duas este ano.

Azarões que merecem uma segunda olhada

  • Djamel Sedjati (800 m) — 0,07 atrás de Wanyonyi em Zurique, em sua melhor forma do ano
  • Emmanouil Karalis (salto com vara) — 6,16 m e 6,20 m em seis dias, ambos em derrotas
  • Gemechu Godana (corrida com obstáculos) — 20 anos e já derrotou El Bakkali
  • Tsige Duguma (1.500 m) — o melhor tempo mundial do ano, 3:55,06, em apenas sua quarta prova nessa distância
  • Tajay Gayle (salto em distância) — a apenas dois centímetros de superar Tentoglou em Zurique

Os mercados se movimentaram acentuadamente desde os recordes mundiais de Zurique, especialmente nas provas de barreiras e nos 1.500 m masculino. Para conhecer as cotações atuais das 32 finais, o site Tips.gg é um bom ponto de partida.


Perguntas frequentes sobre os candidatos à Final da Diamond League de 2026

Quem é o favorito para a Final da Diamond League de 2026?

Não há um único favorito para o evento. Dos Santos, Russell, Duplantis, Paulino e Alekna são as escolhas individuais mais fortes com base no desempenho de 2026.

Os pontos da Diamond League são levados para a final?

Não. Os pontos determinam apenas a classificação. Cada final é decidida na própria noite, e o vencedor leva tudo.

Quais recordes mundiais foram quebrados durante a temporada da Diamond League de 2026?

Quatro: a milha de Josh Kerr (3:42,66, Londres), os 1.000 m de Emmanuel Wanyonyi (2:11,83, Mônaco), os 400 m com barreiras de Alison dos Santos (45,80, Zurique) e os 100 m com barreiras de Masai Russell (12,09, Zurique).

Onde posso assistir à Final da Diamond League?

No FloTrack nos Estados Unidos, na BBC no Reino Unido, na CBC no Canadá e nos canais da Diamond League no YouTube e no Facebook em muitos outros países.

O que Bruxelas prepara para Budapeste

A complicação por trás de cada competição é o calendário. Budapeste começa em 11 de setembro, seis dias após o encerramento de Bruxelas, e todos os campeões coroados neste fim de semana garantem uma vaga automática lá. Isso transforma a final em duas competições ao mesmo tempo: alguns atletas precisam do troféu e da classificação, outros já têm sua vaga garantida e disputarão uma prova de teste controlada. Distinguir um grupo do outro é onde o histórico de desempenho costuma ser decisivo.

O nível não deixa dúvidas. Uma temporada que produziu quatro recordes mundiais, um lançamento de disco de 72 metros, nove velocistas abaixo dos 10 segundos em uma final e um salto com vara de 6,25 m geralmente não guarda o melhor para o final. Mas desta vez, talvez sim.

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